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Moro longe do centro da cidade. Daqui ao trabalho, cinema, shopping etc são uns 12 quilometros, longe para o padrão Curitibano. Se esqueço de comprar pão é uma chatice voltar até o mercado mais próximo. As pessoas têm preguiça de me visitar e algumas vezes tenho preguiça de sair.

Mas tomar café da manhã e ver da janela esta cena compensa tudo.

Entre outras coisas mais, claro.

 

A grande vantagem de ter um blog inexpressivo como este é que posso escrever o que quiser, sem medo de apanhar da humanidade. Por exemplo: posso dizer que desde que me conheço por gente acho a chamada vanguarda paulista (de todos os tempos) chata. De Itamar/Arrigo a todas novidades que percorrem o circuito cultural da modernidade ultra cabeça do tipo Petit, Becker, Aidar etc.

Eu não estou dizendo que são ruins. São bons. Apenas os acho chatos. Também não quero que sumam e parem de trabalhar. Ao contrário, que prosperem. Posso achar chato? Posso achar o que eu quiser?

Só não entendo, acompanhando o imbroglio que envolve Alvaro Pereira Jr., da FSP,  porque os adoradores deste povo podem malhar Restart e Claudia Leite (e faço coro a eles) mas o mesmo não pode ser feito com os queridinhos do universo alternativo-cabeça-universitário.

Sei que o jornalista fez insinuações/considerações políticos-econômicos... mas me irrita observar que este país anda num processo crescente de democracia "só para mim".

Só para o que "eu" penso e acredito.

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Quem está próximo a mim sabe que desde julho ando sofrendo uma dor desgraçada no cotovelo. Não é inveja... é a famigerada epicondilite lateral, ou tennis elbow, ou cotovelo de tenista, como queiram. De qualquer forma uma dor fdp que algumas vezes se irradia por todo antebraço e noutras se trasveste de agudinha e vai direto ao ponto. Ambas bem doloridas, além de alternadamente constantes.

O tratamento tradicional para esta porcaria tem quatro indicações: fisioterapia, anti-inflamatórios, infiltração e cirurgia. Fiz duas séries de fisioterapia, tomei diversos tipos de anti-inflamatórios (dos moderados aos com opiácios) e nada melhorou. A etapa da infiltração com corticóides foi descartada, visto ser apenas paliativa e de elevado risco. A cirurgia então se apresentava com a última alternativa.

Confesso que quando me indicaram cirurgia fiquei contente. Não conteeeennnnteee mas é que eu estava fazendo qualquer negócio pra parar com a dor. Se me mandassem comer azeitonas, coisa que mas destesto comer na vida, talvez até aceitasse.

Mas como internet e suas redes sociais não servem apenas para denunciar, mobilizar passeata, paquerar, fofocar e procrastinar, encontrei uma possibilidade mais razoável para minha reabilitação. Ela veio através do twitter do Jairo Garbi (@JairoRaquetes), da Tennis Pro Shop. O cara entende muito de raquetes de tênis e é sobre elas que escreve no microblog. Uma vez perguntei a ele qual seria uma raquete mais indicada para mim e depois, no auge do meu "calvário" perguntei se ele poderia me indicar algum médico especializado no tratamento do meu problema. Sem pestanejar me sugeriu uma visita ao Dr. Rogério Teixeira da Silva.

E lá fui eu, não sem antes me informar. Ele é mestre, doutor bla bla bla. Tudo ok no Lattes. E trabalha com tenistas. Falei com meu médico em Curitiba e ele me deu apoio, ressaltando que eu poderia voltar de São Paulo  com o problema resolvido.

Viajei no final da manhã de quarta-feira  e às 15 horas estava na frente do Dr. Rogério, munida de ressonâncias e outros exames mais. Fez testes no meu cotovelo, olhou os exames e disse que 80% dos casos em estágio similar ao meu dispensam cirurgia com a aplicação de PRP. Perguntei qual o prazo para recuperação e falou que, em tudo dando certo, no final do ano estarei na quadra.

Não vou ficar me alongando sobre o que é PRP - Plasma Rico em Plaquetas, pois isso está muito bem explicado no blog do Dr. Rogério  e até em vídeos no Youtube. Resumidamente o PRP usa as plaquetas do sangue para acelerar o processo de cicatrização dos tecidos. O método tem várias aplicações comprovadas, sendo que no tratamento de epicondilite já há até publicações de primeira grandeza.

Feitas então as explicações necessárias perguntei quando poderia ser feita a aplicação e quanto custaria. Para minha sorte o procedimento poderia ser encaixado no "lote" daquele dia mesmo. E para meu azar médico e  "brincadeira" não são cobertos pelo meu plano (ou qualquer outro). Não é barato mas digamos que custe um valor que compensa uma cirurgia e todos suas consequências com sobras. Somando consulta + laboratório + anestesista + aplicação... dá perto de R$ 3 mil.

E lá fui eu. A coisa é muito simples. Tirei sangue, aguardei uns 10 minutos para a centrifugação e separação das plaquetas e parti para a sala com um aparelho tipo o de ecografia. Deitei e aplicaram anestesia local no braço. Esperei uns minutinhos para que fizesse efeito enquanto conversamos sobre tênis, quadras, raquetes (todos tenistas ali, médicos e fila de pacientes). A "coisa" começou. Injetam as plaquetas seguindo a imagem. Não senti dor mas sempre me incomodo com agulhas. Quando perguntei para o médico quanto tempo levaria ele respondeu: "já acabou". Deve ter demorado uns 5 minutos.

Sai de lá com as seguintes recomendações: 1 comprimido/dia de Milgamma que me ajudará a eliminar a memória da dor e apertar uma bolinha de tênis 3 vezes ao dia até iniciar nova sessão de fisioterapia (amanhã, 11/10). Pelo que sei a fisio terá fases de analgesia e depois de recuperação da força.

Nos dois primeiros dias senti dor alguma.  Hoje estou com um pouco de dor mas escrevi para ele, com a seguinte resposta:

"É normal sentir essa dor sim, faz parte do início do processo de reparação do tecido. A dor normalmente é em toda a extensão do tendão, que vai desde o epicôndilo (pontinha do osso no cotovelo) até a parte mais proximal do antebraço. Não se preocupe, ela vai cedendo aos poucos com a fisio".

Uau! Ele, o médico, responde e-mails de pronto.

Estamos bem, assim.

Até o próximo relato. Espero que positivo.

Post publicado hoje no Gizmodo

Hoje mundo e Twitter (rsrs) pararam para o lançamento do que esperavam fosse o iPhone 5. Não era. Era um upgrade no 4 mesmo. Um upgrade interessante mas ainda assim, um upgrade.

Não digo que sou do tipo que está pouco se lixando para este lançamento mas também não me vejo como se fosse a fã número um na ponta da fila do último show do REM. Pra mim é apenas algo que eu terei ou não daqui a pouco.

O que me deixou perplexa foi a sensação de "ai-meu-deus-o-steve-jobs-não-tá-ai-e-agora-temos-produto-requentado".

A foto ali de cima mostra o primeiro parágrafo do texto publicado hoje no Gizmodo. Vejam a parte grifada em amarelo. "HÁ MUITO TEMPO".

Gente. Menos. O iPhone 4 foi lançado em Junho de 2010 e chegou ao Brasil meses depois.

Muita gente ainda nem terminou as parcelas de 12x sem juros.

Algumas empresas centenárias ficam fazendo sites que  atazanam minha existência. As duas últimas que me provocam são inglesas, claro. Uma delas é a Brooks England Co., que produz os mais charmosos e eficientes bancos em couro para bicicletas e também bolsas que combinariam com perfeição com minha pequena dobrável.

Os preços não são altíssimos só que se contar frete, impostos etc...

Mas são maravilhosas.

Tudo bem que eu não tenho uma Brompton mas tá valendo.

Obs.: A outra empresa é a Cambridge Satchel, que conheci através deste post aqui.