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Sou mais uma vítima dos indefectíveis amigos ocultos de final de ano.

Fãs de Torre de Babel, considerem-se vingados. Depois de declarar publicamente o que penso da novela em diversas colunas, vejo minha reputação ameaçada por algo que envolve a trama de Sílvio de Abreu. Sou mais uma vítima dos indefectíveis amigos ocultos de final de ano. A pessoa cujo nome estava escrito naquele papelzinho de aparência inocente pediu-me o CD Torre de Babel Internacional. Não poderei comprar em minha loja favorita, é claro. Lá todos me conhecem e, quando entro, me cercam mostrando as novidades off-FM de que tanto gosto e que, evidentemente, nem de perto passam por trilhas sonoras de novelas. Não usarei cartão de crédito pois no mês seguinte ainda estaria lembrando este ato aviltante.


Isto é castigo... mas tudo bem. Cumprirei com galhardia meu desígnio.


Este negócio de trilha de novela é engraçado. Os caras conseguem reunir os nomes mais obscuros, ou ressuscitar os mortos. Na novela Pérola Negra, do SBT, por exemplo, o verdadeiro fantasma não é a mocinha morta que aparece para conversar com a amiga viva. É Paulo Ricardo em sua interpretação "tem geeente" da abertura. Atualmente a única produção nacional com trilha impecável é Mulher, da Globo. Sambas da melhor qualidade, que jamais ganharão espaço no hit parede da emissora, que prefere encher de azeitona o pastel dos pagodeiros.


Mudando de assunto, mas continuando no tema drogas, vocês viram o Você Decide da maconha? Coisa mais ridícula. Absurda. Vejamos o que captei nos dois minutos que consegui assistir...


"Nerso da Capitinga" é um interiorano simplório que planta maconha para um grupo de espertinhos pensando se tratar de remédio para sei lá o quê. Seu primo (pobre Daniel Dantas) fica preocupado pois o matuto pode se meter em encrencas com a polícia. A grande questão: o primo deve entregar "Nerso da Capitinga" para a polícia ou não? Você Decide.


Ai que polêmica!! Bem imagino o pensamento de quem produziu esta maravilha.


Vamos ver o que o povo pensa sobre a maconha mas não vamos chegar ao extremo de apresentar um qualquer que use a droga e que, apesar disso, mantenha sua vidinha correndo normalmente até que um primo defensor da legalidade - ou que acredite realmente estar preservando a saúde física e mental do parente – fique na dúvida se o entrega ou não.


Isto seria demais. Não é permitido pelas regras vigentes simplesmente apresentar um quadro como este e então os produtores têm a brilhante idéia de tornar a questão uma piada absolutamente inverossímil, que talvez só ganhasse alguma credibilidade se apresentada por Bussunda & Cia.


São casos como estes que acirram minha discussão com os amigos e, principalmente, com o editor do Baguete. Acho este nome de minha coluna, Telemania, um tanto impróprio para meu caso. Sugiro a mudança imediata para Telemanóia. Mas sem prejuízo da legião de admiradores que me tem em seus bookmarks.

O único sotaque baiano que ouvi nestes dias foi o da fotógrafa que eu mesma levei.

E como o que está escrito lá embaixo, em minha apresentação, não é bobagem... passei a última semana em Barreiras, no oeste baiano, cerrado nacional. No avião que me levou até lá fui pensando em um assunto que recentemente ganhou as páginas da Folha de São Paulo: o suposto sotaque nordestino cometido pelas telenovelas brasileiras. Então imaginei que poderia constatar "in loco" a propriedade, ou não, das críticas lidas.


Hahaha!!! O único sotaque baiano que ouvi nestes dias foi o da fotógrafa que eu mesma levei. Uma baiana renegada que vive há anos em São Paulo. Naquelas paragens só tinha gaúcho.


Já que nas ruas não via baiano mesmo, e como não sou um tipo que desiste facilmente, liguei a TV em busca do famoso arrastado da terra de Caymmi. Zapping pra lá e pra cá... surpresa!! Enquanto as telenovelas do sudeste imitam o sotaque baiano - e nordestino de um modo geral - as TVs de ACM e demais canais contratam repórteres e locutores de outras paragens para garantir a homogeneidade do falar brasileiro.


Os caras chiam mais que cariocas. Há muito pouco de baiano na TV baiana. Frustrei-me totalmente e nada posso falar sobre o sotaque nordestino das novelas. Em compensação, fica registrada a falta de personalidade das TVs regionais de um modo geral. Tenho ainda alguns registros a fazer. Um leitor de Belo Horizonte escreveu, reclamando que nenhuma emissora de canal aberto transmitiu o jogo entre Cruzeiro e Palmeiras. Sorte dele. Cruzeirense que é, provavelmente, iria se irritar com a provável parcialidade das narrações paulistas, se tivessem ocorrido.


E pra continuar no terreno das transmissões futebolísticas, adorei mais uma do Galvão Bueno. Dia desses, estava tudo preparado para começar a transmissão de um jogo que nem lembro qual era, quando entra no ar uma edição extra do telejornalismo. A repórter, então, contou que houve um deslizamento e que duas crianças foram soterradas. Encerrado o Plantão JN, volta o Bueno com a seguinte, lapidar e solidária frase: "então está bem... o time vai entrar com..."


Deve ser por coisas como esta que minha vizinha do andar de cima está assistindo a reprise de Pantanal. Sei disso porque escuto os inconfundíveis acordes de Almir Satter e Cia. A Manchete passa novamente, pela quarta ou quinta vez, seu maior sucesso. É a única novela cult da TV brasileira e, como seus similares cinematográficos, passa em uma "sala" que ninguém costuma freqüentar.


E por fim, já que não vi muita televisão nos últimos dias, aviso que o concurso lançado, há duas semanas, aqui nesta coluna (que dará um CD a quem acertar o maior número de atrações do especial de final de ano da Xuxa), perde feio para uma outra questão. Até o momento recebi mais mensagens corrigindo erro cometido do que apostas.


Naquela semana escrevi que o concurso teria validade até 31 de novembro, data que não existe. Recebi correções em número três vezes maior do que o de apostas. E lastimo informar que poucos terão chances já que um funcionário da Globo decidiu participar. Lasquei-me ao não estipular regras rigorosas.

Duas estréias amplamente anunciadas. Uma fica dentro do esperado, a outra só não frustra porque ter qualquer expectativa seria completo absurdo.

Duas estréias amplamente anunciadas. Uma fica dentro das expectativas, a outra só não frustra, porque ter qualquer expectativa em relação ao que a TV apresenta seria completo absurdo. Entram no ar "Pérola Negra", no SBT, e "Muvuca", na Globo.


A estréia que fica dentro das expectativas, minhas, é "Pérola Negra". A irmã mais velha de "Carrossel" e "Chiquititas". Definitivamente a emissora do Seo Sílvio gosta de um uniforme escolar.


Não vou entrar no mérito do roteiro. A estória gira em torno de duas moças que estudam juntas em um internato. Uma é rica e a outra não. A rica é ingênua, a remediada é esperta. A rica deixa-se envolver por um conquistador e engravida após sua primeira e única relação sexual. A remediada apóia-a. A rica praticamente não conhece sua família, exceção feita ao avô, único parente que a visita.


O avô morre e as duas colegas sofrem um acidente. Morre a rica e a amiga toma seu lugar. A partir daí, a morta segue na novela através de aparições angelicais. Precisa saber mais? Então ligue a televisão às 20 horas para acompanhar a novela.


Mas cuidado! A riqueza só está no núcleo dos grande empresários da novela, pois os cenários, a iluminação, a interpretação e a direção estão abaixo de qualquer crítica. O que vi da novela se resume a isto: uma câmera que só varia na altura, poupando travellings, contraplanos ou efeitos de profundidade; a mesma iluminação para cenas de internato ou de alcova; um cenário onde a tinta fresca e a madeira gritam; e Patrícia de Sabrit brigando para provar que é um pouquinho melhor que sua colega Vanusa Spindler - o que não significa muito.


"Pérola Negra" não é pior, porque tem a seu favor o fato de querer ser exatamente o que é: uma novela para a família brasileira. Seja lá o que isto represente e seja lá o que as pesquisas do SBT apontem como "a família brasileira". Com certeza não foi feita para mim, já que não sou exatamente um tipo muito família.


Agora... "Muvuca" é de lascar. O programa, anunciado com alarde pela emissora, é uma das coisas mais execráveis já transmitidas na TV brasileira. Duvido que o Sr. Roberto Marinho tenha poupado o núcleo de Guel Arraes de seus torpedos. A baixaria rola solta neste mergulho egocêntrico de Regina Casé.


Isto faz lembrar um antigo articulista do Folhateen, que sugeriu matar Regina com um tiro. O rapaz foi sumariamente afastado da Folha de São Paulo. É claro que ele não queria matar a atriz... e nem eu apoiaria uma idéia destas. Mas entendo, quando ele reclamava deste vício brasileiro de proteger a "turminha".


Regina Casé é fantástica. Excelente atriz, ótima comediante... só que não é porque é Regina Casé que tudo o que venha a fazer deva ser encarado como "moderno", "criativo" ou qualquer coisa positiva.


Levar Angélica para o banheiro e ocupar um bom espaço do programa conversando com a apresentadora sobre sua vida sexual, até não me causa espanto. Mas massacrar meus ouvidos com a repetição abusiva de expressões como "você deu no primeiro dia da viagem", "sua mãe sabia que você tinha dado" e afins... socorro!!!


A aparição do porto-alegrense Edu K. com seu grupo De Falla, foi a mais rica manifestação de decadência que já vi. Acho pouco provável que alguém tenha entendido qualquer coisa. Sequer os porto-alegrenses acostumados à figura pouco ortodoxa do cantor que, já aos quinze anos, (há uns 13 anos e quilos atrás) era exatamente assim como apareceu em "Muvuca".As cenas em que um grupo de candidatas a cozinheiras pica legumes e prepara claras em neve sob a avalanche de perguntas cretinas de Regina também seria dispensável. A artista indagava às pobres figurantes, com delicadeza comovente: "alguma vez você deu para o patrão"?


Ela não cansa e segue o festival de baixaria. O que poderia ser uma matéria (???) interessante sobre como escapar de estupros com aulas de jiu-jítsu-pegação virou em mais uma chanchada. Casé dizia para Gracie, o mestre, palavras bonitas como "deste jeito eu que vou currar você", "relaxa e goza" ou insinuava que um "estuprador" bonito como ele até daria para encarar.


Entra no ar então Cid Moreira. Se Regina Casé poupou o locutor, e o público, das inconveniências cometidas até então... foi o máximo que fez. Cid Moreira tentou ser sério, mas Regina só queria saber, se ele usava calças ou bermudas por baixo da bancada do Jornal Nacional. Gostemos ou não do locutor, ele provavelmente teria informações mais importantes a revelar.


A diferença fundamental entre "Pérola Negra" e "Muvuca" é que a equipe de Sílvio Santos provavelmente fez o melhor que pôde com seu orçamento. A equipe de "Muvuca" rasgou dinheiro em um programa que deverá ter vida curta ou profundas modificações. Lastimável.

Rico empresário assassinado... esposa adúltera... jovem injustamente acusado pelo crime... triângulos amorosos.... uma estranha sensação de já visto.

Rico empresário assassinado... esposa adúltera... jovem injustamente acusado pelo crime... triângulos amorosos.... uma estranha sensação de já visto. Estréia Labirinto, a nova minissérie de Gilberto Braga.


De tudo que vi o melhor é a dupla Fábio Assunção - Luana Piovani. Deu liga. No mais é tudo muito já visto e nem o reconhecido toque do autor, o melhor roteirista de novelas e afins, salva. Muito mais bacana foi assistir Lilian Wite Fibe quase explodindo em gargalhadas ao noticiar a última ação da Brigada Revolucionária da Padaria. Os ativistas do grupo ambientalista - não lembro de qual país - estouraram uma torta na cara de um político sem identificação com a causa.


Mais uma vez a realidade dá de dez na ficção em termos de comicidade.E falando em ficção... o episódio de quarta-feira de South Park, agora também na MTV, mostrava uma feira de ciências na escola de Kenny e sua turma. O experimento, premiado, dos meninos seria o cruzamento entre um elefante e um porco mas algo dá errado. Da estranha cruza nasce um porquinho com a cara... do professor. Tudo isto ao som de Elton John.


Não seria tão engraçado se no dia seguinte o noticiário não anunciasse experiências similares com humanos. Desta vez o bom gosto ficou melhor na ficção.


Passa na TV uma chamada para o programa dominical da Xuxa. Vejam só as atrações: Só Pra Contrariar, Zezé de Camargo & Luciano, Molejo etc. Original, não? A produção deve ter lutado muito para tê-los ao lado da Xuxa pois nunca aparecem nos musicais da Globo. Posso bem imaginar a dificuldade que foi convencê-los a cantar ali. Tsk, tsk, tsk.


E a Hebe em Porto Alegre? Que gracinha!!! Disse coisas tão originais sobre a terra gaúcha. Elogiou a beleza e a elegância das mulheres umas duas mil e quinhentas vezes. Apresentou a "eterna Miss Brasil" Ieda Maria Vargas. Deu toque sobre a hospitalidade gaúcha... e tchan tchan: homenageou a colônia italiana com Zizi Possi cantando algumas "canzones".


Isto me faz pensar que a TV volta e meia tem a faca e o queijo na mão para fugir do convencional mas, como não tem qualquer interesse real nisso, fica só na ameaça. Hebe simplesmente transferiu-se dos estúdios SBT de São Paulo para um teatro em Porto Alegre. Poderia ter levados bons convidados gaúchos ao programa mas não o fez... ou o fez muito timidamente.


É pura falta de imaginação mesmo. Em qualquer lugar deste país é fácil fazer um programa com apelo nacional, usando nomes locais. Porto Alegre, neste caso, teria Luiz Fernando Veríssimo, que na mesma semana lançava seu livro sobre a gula; os conhecidos atores Sílvia Pfeifer, José Lewgoy, Paulo José e até o "expressivo" Ricardo Machi, entre outros; músicos de qualquer gênero ou tendência... por aí vai. Um bando de "gracinhas".


E no mesmo canal, em outra noite, Jô Soares mais uma vez entrevista a ele, agora diante dos Titãs. Isto já se tornou um hábito. Sugiro que no final do ano Jô, ao invés da tradicional edição de cenas em que seus convidados esbarram no microfone, edite as cenas em que diz: "sem querer interromper e já interrompendo". Quem acertar quantas vezes ele disse isto no decorrer do ano ganhará um pacote com seus dois livros.


Aproveitando a idéia, lanço aqui um concurso. Mande um e-mail com suas apostas para atrações musicais do programa de encerramento da Xuxa neste ano. O leitor que mais acertar vai ganhar de brinde um CD de sua escolha. Serão consideradas válidas as mensagens que chegarem até o dia 30 de novembro.

Sentar em frente ao computador para escrever a coluna me coloca em meio a uma situação existencial absurdamente paradoxal, se me perdoam a rima (pobre, diga-se).

Sentar em frente ao computador para escrever a coluna do Baguete me coloca em meio a uma situação existencial absurdamente paradoxal, se me perdoam a rima (pobre, diga-se). Estou aqui escrevendo para cyber-leitores pouco após ter ligado para um entrevistado que não atendeu o telefonema pois, segundo seu filho, "estava no chiqueiro.


 Só não mergulho em um profundo processo de reflexão e auto-análise porque é sempre uma maravilha ver TV para depois deleitar-me comentando o que vem pelos cabos. Tiro então a botina Zebu e coloco minha melhor fantasia street-fashion para adentrar a urbe e cair na realidade... virtual... da televisão.


Começo pelo Domingão do Faustão. Não bastasse e tradicional preguiça dominical. Não fosse suficiente mais um feriadão chuvoso... agüentar o mal humor do Faustão é de doer. Há quem diga que já que não deixam a celebridade campinense levar o show do sushi pra TV, e nem permitem que fale palavrão, o rapaz teria assumido o estilo Garfield e agora passa o programa inteiro de mal humor, espinafrando os pobres contratados de sua emissora.


Quando tenta jogar um pouco de humor na tarde de domingo, ataca com "atrações cômicas" que não provocam risos sequer na claque profissional e amadora que porventura esteja na platéia. E de qualquer forma, entre um quadro e outro, mais grosserias e bufadas. Tudo quanto o brasileiro precisa nas poucas horas em que não é vítima do motorista do ônibus, da babada do chefe ou da cara do gerente do banco.


Mas até aí tudo bem. Faustão está ali porque quer e o estilo adotado deve ser criação própria. Pior aconteceu com Carla Vilhena e duvido que tenha sido opção da moça. Pergunta: qual o maior crime que uma jornalista bonita, de belo sorriso e voz, expressões carismáticas e ar que transmite credibilidade pode cometer contra sua própria carreira.


Eu diria que são dois: o primeiro seria sua transferência para um time concorrente da Globo onde em pouco tempo se queimaria por não poder contar com estrutura mínima para um bom trabalho ou onde caísse no total esquecimento. Já a segunda possibilidade que vislumbro é fatal: deixar-se levar pelo canto da sereia.


Pois foi o que aconteceu com Carla Vilhena. Vejam só a inversão de papéis no jornalismo da Globo. Glória Maria, destacada repórter, está na bancada do Fantástico, apresentando o programa ao lado de Pedro Bial sem qualquer brilhantismo. E Carla Vilhena, excelente apresentadora, está bancando a foca e fazendo reportagens que nada acrescentam a sua carreira.


Enquanto insistem em Glória-Maria-batata-quente no Fantástico, a bela Carla tenta ser foca da Globo. Há algo errado aí. Algum maldoso rabiscou o quadro de escalas para submeter Carla Vilhena a seus próprios e pobres textos, recheados dos chavões que é capaz de produzir a coitada.


A fórmula era tão simples... Glória na reportagem e Carla no Fantástico. Ou em qualquer lugar onde pudesse ler - com sua desenvoltura habitual - as notícias que ficam melhores em sua voz do que na da batata-quente.Mas vai ver estão querendo fritar a jornalista como fizeram com Mônica Waldwogel.


Isto é quase um caso de polícia... o que não é difícil na Globo, que adora um jaquetão de couro com pochete na cintura. Nunca vi tanta fixação por Delegado de Policia. Eles aparecem na telinha em proporção inversa do que deveriam aparecer aqui do lado de fora dela. Tem em Torre de Babel, tem em Meu Bem Querer, sempre rola um no Casseta e Planeta, com certeza vai aparecer um em Pecado Capital e Labirinto. Havia outro na reprise de As Noivas de Copacabana e em outra novela recentemente terminada o "mocinho" era um delegado que gostava da desmemoriada Cristiana Oliveira. E por aí vai... deve ser uma das profissões prediletas da Platinada e dos sonhos de 99% dos autores/diretores.


E termino tratando do meu quintalzinho mesmo. Aqui no Paraná, onde vivo, estávamos em plena campanha de vacinação contra sarampo. Isto mesmo. Aqui é primeiro mundo, dizem, mas tem estas perebas epidêmicas também. Feito o rápido interregno, vejam que interessante a campanha.


O Secretário de Estado da Saúde virou garoto-propaganda da tal campanha. Em que pese ser louvável a racionalização de custos - imagino que ele não tenha cobrado cachê - economizaram em roteirista. Estava tudo muito bem mas só esqueceu nosso coverboy de esclarecer certos detalhes. Coisa pouca, é claro.


As aparições do dublê de Carlos "Bombril" Moreno "apenas" não informaram se crianças e homens precisavam da vacina; que a vacina é tríplice e não apenas contra sarampo; que o vacinado fica temporariamente impedido de doar sangue ou engravidar; que grávidas não poderiam tomar a vacina; quais os sintomas do sarampo; e o que fazer se os sintomas surgirem.


Tudo bobagem e informação desnecessária. O roteiro do secretário,imagino, deve ter seguido o padrão informativo da campanha do TRE para os dois turnos das eleições. Altamente elucidativo.


Mais certo estava o homem em seu chiqueiro. Melhor porco que porcaria. Xiii... lá vem a crise novamente.

Depois que desmascararam o ignóbil roedor, cresce o movimento para retirar dos intervalos comerciais as propagandas de saunas, motéis, tele-sexo e afins.

Depois que desmascararam o ignóbil roedor, tornando público o já sabido por todos que não assistem o programa do Ratinho - que ele e/ou sua produção fabricam baixarias na TV - cresce agora o movimento para retirar dos intervalos comerciais as propagandas de saunas, motéis, tele-sexo e afins.


Estas propagandas, veiculadas em canal aberto, estariam extrapolando limites do decoro e chocando a família brasileira. Pior, alegam os defensores da extinção de tais anúncios, eles estariam impunemente expostos aos inocentes olhos infantis.


Por razões distintas, concordo plenamente com a campanha. Pessoalmente, os comerciais deste gênero me incomodam, pois são de péssimo conteúdo estético, muito mais do que moral.


Ocorre que beiram ao patético, da mesma forma que o Sexytime, programa erótico levado ao ar pelo Multishow (NET) de terças a sábados, às 00h30min. Vocês já viram isto? É muito engraçado. Um festival de caras e bocas, mulheres e homens feiosos, gemidos, fartura de seios e tórax e sensualidade escassa. Não creio que um autêntico voyer se sensibilize com eles. São tão ruins que, noite dessas, sintonizei no Multishow e minha febre de 39 graus, causada por forte gripe, passou imediatamente. Estranha reação ante um programa que promete "esquentar sua noite.


Muito melhor ver o Canal Brasil, inaugurado recentemente, e que passa filme nacional durante toda programação. Imaginem o que entra aí! De Didi Mocó a Darlene Glória nos áureos tempos. De Roberto Carlos em Ritmo de Aventura a Walter Hugo Khoury em ritmo de orgia. Filmes da época dourada da Boca do Lixo em profusão. Muito mais calientes que os outros.


E sempre resta a alternativa de justificar a audiência sob pretexto de prestigiar, patrioticamente, o cinema nacional.


EM TEMPO: Desvendado o mistério de Sandy & Júnior. Já se sabe porque a dupla, nos últimos tempos, é escalada para dez em cada dez musicais da Globo: os dois vão comandar um programa na emissora.

... só transmitem porque têm sinal

Uma tia minha, já morta, era uma figura fantástica. Conseguia ser a única tagarela que não me aborrrecia. Era daquelas pessoas que perguntam e respondem, deixando o interlocutor quase na posição de ouvinte. Como era de uma vivacidade ímpar - e cultura igualmente inigualável - jamais se tornava enfadonha. No outro extremo, existem pessoas que falam pela única razão de terem boca. Falam porque têm boca, não importa a besteira que saia deste orifício corpóreo. E é nesta linha que segue o telejornalismo nacional, fica no ar porque tem sinal de satélite.


Quando eclodiu o "escândalo" Rafael ex-Polegar, foram feitas inúmeras matérias sobre a situação do rapaz. De seu passado de sucesso, seus romances e coisas do gênero sabemos tudo. Perderam no entanto a chance de fazer uma matéria realmente útil. Vejamos.


Rafael é um adicto. Viciado em crack e sabe-se lá no que mais. Foi preso e na cadeia permaneceu por alguns meses. Alguém por acaso levantou as condições de vida deste rapaz na cadeia? Não, não estou falando de direitos humanos e etc, muito embora o tema que não foi investigado tenha a ver com isso. Refiro-me a como o sistema penal brasileiro lida com viciados presos. Sabe-se que o crack é uma droga altamente viciante e suponho que a síndrome de abstinência deva ter igual proporção. Das duas uma: ou Rafael continuava a se drogar dentro da cadeia, o que seria uma irregularidade, ou foi submetido a algum tratamento que o aliviasse desta situação, o que seria louvável. Em qualquer hipótese... bela matéria.


Preferem no entanto as bobagens. Matéria sobre a grande experiência de criancinhas que dormem na escola, o menino que devolveu a carteira encontrada, o qüinquagésimo pingüim salvo por biólogos abnegados e por aí vai.


Tudo para encompridar um Jornal Nacional e garantir audiência de uma Torre de Babel que balança ante o programa do Ratinho. Se experimentassem combater o frágil roedor com qualidade talvez obtivessem mais resultado. Até porque o mais famoso paranaense está já, ele mesmo, se condenando ao esquecimento com as falcatruas denunciadas recentemente

Sábado à noite me dirijo à casa de amigos que, em consideração a minha árdua tarefa de escrever semanalmente, aceitam assistir Criança Esperança comigo.

Sábado à noite dirijo-me à casa de amigos que, em consideração a minha árdua tarefa de escrever semanalmente aqui no Baguete, aceitam assistir Criança Esperança comigo. Prova de amizade maior não existe, já que nenhum pertence aos grupos de fãs de pagode, axé ou sertanejo. Não mexem as cadeiras com Vinny e muito menos têm idade para gostar de Sandy & Júnior ou Xuxa.


O grupo reunia três jornalistas e algumas crianças. Uma delas, de dez anos, fez o melhor comentário da noite: "ptz... você não gostam de nada"? Resume o que foi a maratona de apresentações.


Até entendo a escolha do mix de artistas. Se a intenção da emissora era atrair público, sem dúvida ali estavam reunidos os maiores discos de ouro do país. Mas o tiro parece ter saído pela culatra.


No meio do show, a Globo - que todo ano repassa o dinheiro arrecadado durante a campanha Criança Esperança para obras apoiadas pela Unicef - comemorava os milhões e meio obtidos até então. No meio da semana falava em 3,5 milhões de reais arrecadados.


Então porque o tiro teria saído pela culatra? Simples. 3,5 milhões na minha conta (aceito doações), me faria um bem enorme. Aposentadoria em vida. Seria fantástico. Mas 3,5 milhões para quem levou ao ar um programa que reunia os maiores vendedores de CDs e shows do país... é nada. Tanto a Globo sabe disso que prorrogou o prazo para doações.


E não me venham as patrulhas. Quando digo que é nada, refiro-me ao potencial desperdiçado. Sei muito bem que "ao menos fizeram", "3,5 milhões são melhores que milhão algum", etc etc etc...


Como parto da premissa de que o Criança Esperança deste ano rendeu muito menos do que poderia, é fundamental, também, que apresente os motivos que me levam a acreditar nisso.


      1. Os artistas convidados não representam qualquer envolvimento com as causas dos desvalidos. Com exceção de Xuxa, que mantém uma Fundação, a imagem daqueles artistas não têm link com trabalhos sociais. E mesmo Xuxa, num discurso de doida varrida, não conseguiu passar qualquer motivação, preferindo falar de Sasha... como se o programa fosse dela. E falando em artistas... onde estava Daniela Mercury, embaixadora da Unicef ao lado de Renato Aragão? Não foi ou não foram com ela?


      2. O programa parecia ter mais audiência quando era aquela verdadeira maratona de final de semana. O horário escolhido, sábado à noite, não é lá muito convidativo. Terminou tarde demais, quando considerável parcela do público já saía para a noite ou dormia.


      3. Faltaram também imagens das obras beneficiadas por campanhas anteriores. O público gosta de ver o que é feito de seu dinheiro e, provavelmente, se mobilizaria mais com pequenas reportagens intercalando as apresentações.


      4. A Leilane no estúdio, dando os resultados parciais, era o quadro do desânimo. Nesta hora, em que era necessária uma personalidade mais mobilizadora, o mala do Galvão Bueno teria feito melhor serviço. Talvez tenha faltado Betinho também, mas isto é culpa dos laboratórios irresponsáveis...


Agora apelo para uma comparação mais mercantilista. Ainda que um programa de caráter social não possa ser analisado intrinsecamente sob este aspecto, canalhamente insisto. Vou considerar que os artistas que ali se apresentaram não receberam cachê. Mas o cenário, digno de entrega de Oscar, imagino que não tenha saído de graça. Iluminação, figurinos, som, corpo de baile, palco, local e tudo mais que um megashow exige... idem. O resultado do sábado à noite, cerca de 1 milhão e meio, não paga o investimento. Teria saído bem mais barato para a Globo fazer um cheque neste valor e chamadas para a campanha durante a programação normal. Mas aí não subiria alguns pontos em seu "Ibope" institucional e o sábado teria sido mais um daqueles com os filmes normais.


Talvez seus espaços publicitários tenham sofrido alguma valorização nesta noite excepcional, algo que estou apenas supondo, e então os custos estariam divididos entre a publicidade vendida e o reforço de uma boa imagem.


Mas isto não conta no momento em que o país se abraça para mais um Criança Esperança e é apenas fruto de minha tendência a desconfiar de tudo.

Recebi, nesta semana, a longa mensagem de uma senhora que assina o improvável nome de D. Gertrudes Mananguá, de Foz do Iguaçu.

Recebi, nesta semana, a longa mensagem de uma senhora que assina o improvável nome de D. Gertrudes Mananguá, de Foz do Iguaçu. Reservo-me o direito de editar suas palavras e tecer alguns comentários, point-by-point... se é que esta expressão existe.


Vamos ao que nos diz dona Gertrudes:


"O que me assusta hoje já não é a tecnologia. São os padrões morais, os valores que devem sustentar a organização da sociedade. Estou estupefata com a novela Torre de Babel. Gostaria que você me explicasse o que entendi, porque me parece, 'não tô entendendo'. No enredo, há famílias exemplares. Com pais, mães e filhos exemplares: Marta e César não parecem pais traumatizados porque perderam um filho adulto e nunca deram conta do envolvimento do filho com as drogas, ao ponto da nora ter que sustentar seu vicío às custas de se prostituir pra sustentar Guiminha. (...)”


Até aí tudo bem. A vidinha nossa está cheia destes exemplos. Pais, como maridos traídos, são sempre os últimos a saber mesmo. César esteve mais preocupado em detonar o detonador Clementino e Marta passou a vida absorta com a paixão que seu marido mantinha por Lúcia. Coisa normais de família...


"O outro filho também adora consumir drogas (primeiro, a Sandrinha, esmurrada com o apoio machista dos telespectadores) e depois a mulher do pai! "


Aí o caso é mais grave. Todo mundo acha normal e não aconselha tratamento para um "saudável" jovem advogado que tem por hábito se apaixonar louca e subitamente por qualquer mulher que apareça em sua frente. Primeiro uma galinácea e depois a ex do pai. Caso tão banal que todos temos um primo igual...


"Irmãos, irmãs e cunhadas exemplares: Clara é irmã de criação de Marta que, em detrimento deste laço, deixa a outra morar numa biboca e depender dos favores de Bina pra montar uma bodega que servirá de ganha-pão."


A Senhora, D. Gertrudes, parece não ser do interior do Brasil. Na sua família nunca existiu a figura da "agregada"? Aquelas figuras que moram na casa da sua família e que são consideradas "como filha" mas que, na verdade, não passam de empregadas sem remuneração. Era este o caso da Clara. César e Marta deram graças a Deus por ela ter ido embora sem jogar pra cima deles uma ação trabalhista após anos na função disfarçada de governanta...


"O cunhadão imoral, aquele mesmo pai do drogado e corno por tabela, por obra do próprio filho, odeia o marido da irmã da esposa e tudo faz pra sabotá-lo. O mesmo César consegue ser o rei dos otários pra sua funcionária vingadora - devia, agora, transar com ela e depois viver feliz para sempre. Aliás, ela deveria ter como alvo o irmão imbecil Alexandre, muito mais fácil de enrolar e bem menos disputado."


Belíssima sugestão. Alexandre, o Boina, teria então mais uma paixão avassaladora, desta vez, por Ângela. Seguiria sua trilha de escolhas insensatas... E, no último capítulo, estariam todos juntos na ceia de Natal. Inclusive a ex-amante do pai, que no momento, ainda é a namorada do filho. Lúcia inclusive, voltando à idéia inicial do autor, terminaria a novela com Marta, concluindo o que não foi possível com a dupla Pfifer/Torloni...


"Filhos bem agradecidos: a mãe de Claudia Raia (que se obriga a conviver com as horríveis cenas eróticas da caidérrima Letícia Sabatella com seu marido inteiraço) trabalha de empregada não só pra lavar, esfregar e servir aos patrões, mas também pra servir à vingança da filha, sentimento altivo cultivado pelas duas em detrimento de todo o conforto e a boa vida que poderiam estar usufruindo."


A Senhora não conhece a máxima que diz: "se você pode ser infeliz... pra quê ser feliz"? Está querendo acabar com a novela? Sinto dizer que é impossível uma boa trama sem uma dose de vingança. Ângela faz tudo para se vingar de César, que, no passado, explodiu sua família em uma construção. Aliás... Sílvio de Abreu tem uma certa obsessão por explosões, parece...


"Vilma ataca de boa mãe, quando volta de longa viagem ao exterior.


O bom pai-padrão de Sandrinha, além de matar a mãe dela é incapaz de um gesto de paternidade prá com a moçoila que, obviamente, herdou a galinhagem e o mal gosto da excelente criação que o próprio pai desnaturado lhe proporcionou.<br>


Bina faz a tia de idiota e a pretensa sogra, mãe Diolinda, vai muito além dos golpes do baú que podem soar como piadas: cria um filho em condições ideais pra ser um estúpido idiota, massa de manobra de um estereótipo de quantas mães chantagistas que este mundo já viu."


Puxa... famílias boas são estas. Pensando bem... existe, na novela, algum núcleo que possa ser enquadrado no que se imagina uma família razoavelmente estruturada?


"Perderam uma excelente oportunidade para mostrar a utilidade do apoio às famílias de dependentes; a possibilidade de felicidade conjugal entre homossexuais; as lições de solidariedade para com ex-presidiários, egressos recentes de casamentos malogrados; ex-prostitutas e avós que, tão comumente hoje, se obrigam a desempenhar papel de pais e mães."


Que idéias são estas, D. Gertrudes? Eles não saberiam fazer isto. Quando tentam ser positivos caem em outros erros: ou se tornam piegas, como em Carossel e Cia, ou maniqueístas, como em "Mulher" e "Você Decide". Os autores de novelas têm tanto trabalho para entregar os capítulos que acabam se tornando malucos. Passam o dia inteiro na frente do computador escrevendo maldades como forma de vingança contra os alegres banhistas que vislumbram de suas janelas com vista panorâmica para a Barra da Tijuca. Ou contra os jovens alegres que passeiam por Jardins...


"A família brasileira deve ter se espantado com a preocupação dos avós Marta e César que, muito além de topar um merchandising (ou plug) prum colégio abonado, falam o seguinte texto: 'As crianças não vêm jantar porque estão fora, foram a um passeio com o colégio'. Que colégio é este que leva crianças daquela idade prum passeio noturno numa grande capital? Devem ter ido assistir Garganta Profunda ou Mamãezinha Querida, onde a sordidez e o escárnio, pelo menos, não estão travestidos de trama light do shopping center..."


Realmente. Como a estória acontece em São Paulo, imagino que a professora tenha levado as crianças para uma rave. Parece que Guiminha, carregando os genes de Guilherme, foi visto embolado em uma almôndega após ter tomado três Ecstasy ao som do melhor techno. Tiffany encontrou um intelectual que a convenceu a tomar café da manhã na loja de mesmo nome, em Nova York, como faria Holly Golightly no livro de Trumam Capote. E Júnior foi o único que voltou para casa aparentemente na boa. Também seguindo a tradição da família, não contou nada do que a irmã e o primo fizeram e hoje compra cartuchos de videogame com a mesada que os dois repassam, religiosamente, para ele em troca do silêncio.


Faz sentido, não? Escreva sempre D. Gertrudes.

A programação da TV esteve tão horrível que não consigo comentar qualquer coisa que tenha conseguido não-ver.

A programação da TV, nesta semana, esteve tão horrível que não consigo comentar qualquer coisa que tenha conseguido não-ver. Parece jogo de dominó... mil e uma combinações para chegar ao mesmo fim... sempre com as mesmas peças.


Infinitas variações sobre um mesmo tema. Ricos e os pobres em uma promiscuidade ímpar, famílias bem constituídas, vilões e um crime. Tudo invariavelmente permeado por paixões, ódios e intrigas.


Uma falta de criatividade terrível. Eu mesma teria uma penca de argumentos a sugerir. Todos estúpidos - Cine B americano - mas com alguma originalidade. O primeiro que me ocorre é o de um seriado semanal.


No futuro, que em termos de ambientação é exatamente igual aos dias atuais, o mundo segue aparentando civilidade. As coisas funcionam socialmente bem, até que um dia, cientistas detectam um fenômeno desconhecido.


Os poluentes emitidos no ar durante anos apresentam agora seu resultado. Após décadas de uma espécie de combustão em bolsões que se localizariam atrás dos famosos buracos do ozônio, esta poluição se materializa em uma força terrível que afeta a gravidade da terra.


Isto significa, descobrem os mesmo cientistas, que em pouco tempo tudo começará a flutuar na terra. Primeiro um pouco, depois mais um 'cadinho... até tudo entrar em órbita, vai se saber. Pois o tal segredo vaza e um tipo destes que andam pregando por aí, cria uma seita que promete a salvação das pessoas.


No desespero, consegue convencer uma pequena legião de fiéis que, entre outras coisas, se comerem muito ficarão mais pesados e, consequentemente, terão uma sobrevida maior. Seus seguidores começam, então, a comer escatologicamente.


Muitos efeitos. Um ou dois explodindo... cenas de catástrofes e humor absurdos, ao melhor estilo latino-americano de realismo fantástico.


Algo no mínimo mais interessante que explosão de shopping e novela requentada, tipo esta que começa agora com Francisco Cuoco e Cia.