Skip to content

Sabe aquela mãe que sempre protege o filhote e a culpa de tudo são os outros? O filho é um anjinho mas as companhias... “fulana” que é danada e levou minha lindinha a transformar em inferno a vida da menina diferente da sala. E assim vamos consolidando esta cultura do “o culpado é sempre o outro”. O político, o síndico, o comerciante da venda... o outro. Qualquer que seja.

Nossa propina pro guardinha que ameaçava nos multar é só um “pra cervejinha”. O troco errado a mais que embolsamos é uma espécie de ressarcimento pela exploração do empresário ganancioso. O imposto que este mesmo empresário não paga é porque “de que adianta se vão roubar”?

Tudo conversa velha. Mas eu aqui no meu cantinho estou só esperando para ver a reação dos brasileiros de bem quando o relho e a bala do justiçamento sumário institucionalizado atacar pra cima deles. E vai. Porque será o dono do relho e da bala quem vai definir merecimento. E, como acredito, este negócio de a culpa ser sempre do outro não é bem assim.

Cada um de nós é o outro do outro. Vai sobrar pra você ou pros seus também.

Sábado à noite e a despeito dos convites, opto por um Belini, um livro e lareira enquanto meu jantar está em andamento.

Poderia estar numa festa, poderia estar namorando, poderia qualquer coisa. Mas estou absurdamente contente aqui neste momento.

That's all, folks!